Por causa da pandemia abstenção recorde é projetada

Segundo projeção, 2020 será o quarto pleito municipal com aumento no número de ausências




Reprodução UOL

Mesmo diante da obrigatoriedade do voto no Brasil, existe uma máxima entre os cientistas políticos nacionais, a de que se verá um elevado nível de abstenção no pleito que se realiza logo mais no dia 15 de novembro.

O ano de 2016 representou a terceira corrida municipal seguida com aumento no quantitativo de pessoas que optaram por não comparecer aos locais de votação. Em 2016 as ausências foram da ordem de 25 milhões de eleitores, o que representava 17,6% dos brasileiros aptos a exercer o direito do voto.

As seguidas elevações no quantitativo de não comparecimento pode significar, segundo declaração recente do professor e cientista político Ivan Felipe Fernandes, um desalento dos eleitores para com a classe política, reduzindo ainda apercepção de confiança na efetividade do poder do voto.

2020 certamente encontra entre suas justificativas para o aumento do número de abstenções a pandemia vivenciada. Em pesquisas recentes realizadas pelo Ibope, indica-se que pessoas mais velhas e pobres tendem a reavaliar a ida as urnas em novembro. De acordo com a pesquisa a principal resposta oferecida a esse quadro pelos entrevistados, é o receio com o vírus da Covid-19 que ainda circula densamente pelos quinhões brasileiros.

Nesse seguimento, o elevado das ausências pode influenciar diretamente resultados em cidades que contam com um quadro mais acirrado, especialmente quando os votos em determinado candidato encontram-se muito incorporados a um específico grupo social. Grupo que pode, em sua parte, optar por justificar a ausência e assim não depositar o voto na urna. Entretanto, essa é uma questão de resposta esperada apenas para o dia 15 de novembro.

Lembrando que afim de viabilizar melhorias no processo de votação o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ampliou o horário em uma hora, as sessões irão abrir às 07h da manhã. Terão ainda, durante o período da manhã, prioridade de votação as pessoas acima de 60 anos e integrantes do chamado grupo de risco.   

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Sobre Paulo Junior

Graduando em jornalismo pela UFCA e um apaixonado por política, literatura e cinema. E-mail: [email protected]

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